A lua já sem luz, sol já sem calor. A rotina do dia já não faz magia, e a magia já não tem cor. Algumas amizades, com o tempo, já se vão perdendo. Os sorrisos vão ficando esquecidos neste mundo, nesta terra dorida.
Não entendo... Porque é que o mundo tem de ser ao contrário pra se perceber?! Porque é que as pessoas estão cada vez mais fracas pra entender?!
Entender a essência da vida, o brilho da liberdade, o calor das paixões e a alegria dum simples sorriso! Hoje em dia ninguém repara na pessoa que vive ao nosso lado, já não se diz "bom dia" ao porteiro, já não se cumprimentam as pessoas e dizer "Olá, está tudo bem? Tudo óptimo e contigo?". Agora a moda é dizer "está-se indo", a moda do vai-se andando e ninguém anda pra lado nenhum, na realidade, pois estamos sempre no mesmo sítio, sem qualquer um progresso!
É preciso mudar o mundo, que este está tão escuro e basta um sorriso pra haver mais um ponto luminoso no ar.
Basta querer, aprender de novo, a sorrir e a ser feliz.
Basta tentar até acertar, conseguir e vencer!
Basta caminhar, desta vez em frente, e encontrar um novo rumo a ter.
Por Catarina às 04:48 1 comentários
02 Setembro, 2009
Amar
« Amar é sorrir por nada e ficar triste sem motivos, é sentir-se só no meio da multidão, é o ciúme sem sentido, é ser feliz de verdade. »
Quando ela o conheceu ela sabia que ele era diferente, diferente dos outros, diferente do mundo. Ela não sabia bem se isso era bom se mau, não sabia o que podia falar com ele, não sabia os seus gostos, não sabia o seu cheiro, o seu toque ou o seu sabor. Sabia que o queria, como uma criança quer um brinquedo diferente e novo. Ele era mais que um brinquedo, era mais que mais uma pessoa no mundo, era mais que um rapaz, era mais que diferente. Agora ela desejava-o como seu, mas não como um brinquedo como d'antes e tentar descobrir como funcionava, e sim desejar fazer parte dele, tornar-se um só, quando juntos... Queria-o como o dia quer o Sol e como a noite quer a Lua, queria-o como o mar precisa da água salgada, como a praia precisa da areia dourada.
Ela perguntava-se, tantas e tantas vezes, se ele a desejava da maneira que ela o desejava. Ambos eram tão diferentes e diálogos não fazem a diferença, pois os gestos falavam as palavras que a boca não conseguia pronunciar... Como se os beijos, os abraços e os olhares fossem a única linguagem.
O sol já se punha e ela só queria abraçá-lo, senti-lo bem de perto, sentir o seu perfume e deixar-se aquecer pelo seu calor. Uma música de fundo, vinda do nada começou a tocar, era suave e sabia tão bem ouvi-la. Ela sabia que já se fazia tarde e que tinha de voltar pra casa, esperou até a música acabar, mas a música não acabava. Em vez de acabar voltava ao início, recomeçando a bela melodia, como se isso fosse o recomeço do abraço, o recomeço do calor, o recomeço de toda a noite mágica envolvida em amor.
by catarina
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